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folhasdeluar

Poesia e outras palavras.

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Poesia e outras palavras.

És o estridor encantado da poesia...

Nessa tua carne rósea repousa o encanto ardente
De onde transbordam angústias tenebrosas
Angústias que ardem no espaço que liga o sentir à felicidade longínqua
És o espelho que atravessa as harmonias da existência
És a ambição do corpo e a profundidade do tempo...separados
És o estridor encantado da poesia...o sono sinistro do corpo acordado
A explosão da minha ambição de te atravessar...de lado a lado...
Feitiços...feitiços...insónias e largura de tempo...
Belezas harmoniosas... línguas aureoladas por amanheceres chuvosos
Onde os longos pios das gaivotas encantam as nuvens cinzentas
E a vida se encanta de desesperos escorridos da felicidade
Que bebemos em longos tragos...
Inflamados...

Que grita uma suave saudação

Deita o teu corpo entre as faces puras da melancolia
Deixa repousar a tua límpida elegância sensual
Respira...respira pelos olhos da noite vagas angústias voluptuosas
De onde vais emergindo com acendidos olhos de anjo martirizado
Que beija...que beija docemente os sulcos secretos do abismo
Rebolando...rebolando como um coração desculpado
Nesse felino e brutal acto animalesco...
Que grita uma suave saudação
Adornada pelos sons profundos do teu peito perfumado

Aviso: este post não é para rir.....

Considero as vendas por telefone uma intrusão na paz do meu lar, acho que não temos o direito de ser incomodados por alguém que nos quer impingir algo que não queremos nem precisamos. Quando me ligam para casa normalmente digo apenas que não quero e pronto, mas por vezes há uns que são mais insistentes e é aí que resolvo ver até que ponto estão desesperados para vender. Começo por lhes agradecer o facto de me terem ligado e digo-lhe que tenho problemas psiquiátricos e que como não posso sair de casa o médico me aconselhou a falar com pessoas, e se me estão dispostos a ouvir, claro que sim, respondem, é então que começo com os diálogos mais surrealistas que se possam imaginar,e não é que aquelas pessoas mesmo a verem que estão a falar com um desequilibrado lhe querem na mesma impingir o produto? Então recorro à segunda armadilha e digo para me darem o seu(deles) número de telemóvel que eu quando tiver dinheiro ligo-lhes, dizem-me logo que não me podem dar o número deles, é então que lhes dou a machadada final e lhes pergunto onde raio é que foram arranjar o meu....não faço isto para gozar com quem está a  trabalhar, é só porque acho que também tenho direito a não ser incomodado...

Lavo as minhas impurezas no teu olhar róseo

Sou o cavaleiro extenuado que galopa pelas alamedas suspirantes
Da minha carne transbordam colunas de mármore florido
Enfeitadas com repuxos que esvaziam o meu coração flagelado pelo vento
Ergo então a minha trombeta de Fama sobre os vasos de crisântemos brancos
Anunciando suspiros de sol que se espraiam em famigerados ardores felizes
Loucas doçuras lilases enfeitam as pedras que suspiram graciosas e ternas
E nos lagos dos jardins as fontes guardam os ardentes segredos
Trocados por lábios colados que ruborizam os singelos canteiros de dálias
Profundos Outonos reluzem nas ruas estilhaçadas pelos perfumes murchos
E eu inconscientemente incito o meu cavalo... que se ergue para o céu profundo
De onde escorre uma absurda lágrima...
Como se tivesse saído de uma Primavera enevoada
Ou de um suspiro vindo do mais profundo grito das ramarias
Depois...lavo as minhas impurezas no teu olhar róseo
E bebo por uma taça de ouro a delirante embriaguez do teu corpo...

Quem não sentiu não viveu...

É sabido que nascemos sós e morremos sós, mas nem sempre é assim, antes de nascer não estamos sós, vivemos e respiramos em comunhão com a nossa mãe, só ficamos sós a partir do momento em que nos cortam o cordão umbilical. Mas depois, uns mais que outros, também temos alturas na nossa vida em que não estamos sós, ou não nos vemos sós, isso acontece quando nos apaixonamos, quando entramos naquele inferno agridoce onde nos diluímos no outro, onde respiramos através do outro, onde somos simbióticos com o outro, claro que todos sabemos que essa paixão um dia poderá esmorecer, a nossa alma quer que acreditemos que é para sempre, mas, nem sempre é para sempre. O mais importante, mesmo que a paixão esmoreça é tê-la vivido, sentido, sofrido, não esqueçamos que as grandes obras saíram da febre da paixão e da tristeza do abandono, paixão, vida, arte,vida,amor, vida, sofrimento, vida... quem não sentiu não viveu...