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folhasdeluar

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Conto de Farid-od-din - poeta persa

Cansadas da sua existência medíocre e inútil, as aves lançam-se à procura da sua rainha mítica, que se chama Simorgh. A maior parte delas, cansadas, desiludidas ou seduzidas pelas surpresas da viagem e pelos ídolos que encontram, param na sua caminhada. Um pequeno grupo de aves decididas, conduzidas pela poupa, atravessam os desertos e os sete vales do maravilhoso terror. Cansadas, as asas queimadas, chegam finalmente à presença da ave rainha. Cem cortinas se afastam, uma luz viva brilha, mas não vêem mais que um espelho. Uma voz diz-lhes que este espelho é a única verdade. Essa Simorgh que elas procuram são elas mesmo. E a voz acrescenta uma frase magnífica cujos ecos ressoarão durante muito tempo pela poesia persa:« Fizestes uma longa viagem para chegar ao viajante».

Conto tirado do livro A Força do Budismo...

Que céus se encolhem no sono inacabado dos anjos?

Caminhei nessas trevas cobertas de pétalas

Nessa noite em que o vazio foi expulso pela espargia da manhã

Gravaste em mim o precipício...as palavras fugazes..o leme violento da aurora

Por quem dobram os sinos nessa repetição sonolenta dos dias?

Que céus se encolhem no sono inacabado dos anjos?

E as cidades...e o verão..e os exércitos de cordas vocais a entoarem hinos absurdos

Onde despertaremos um dia meu amor?

Onde deixaremos o brilho plástico das águas? Para onde fugiremos?

Uma vez dediquei um poema inteiro ao brilho dos teus olhos

As minhas mãos puxaram até mim as palavras que os lábios calavam

E foi como se uma vela se incendiasse no gelo nocturno do meu peito

Ah e as calamidades? E as extinções? E o fulcral aperto dos lugares vazios?

Sairemos como vencedores deste jogo aflito de palavras?

Ou a escravidão heróica dos dias submeter-nos-á ao silêncio?

Já não me lembro do tempo em que as harpias pediam perdão aos homens

Desse tempo em que o sangue circulava ininterruptamente pelos becos

Inundando a vida com as suas pulsações inebriadas

Caminhando pela palidez dos portos..infiltrando-se na maresia açucarada dos corpos

Ai meu amor...limitamo-nos a estar vivos..a sorrir...a procurar o amparo das mãos

Como turvas excrescências evoluindo debaixo de um céu absorto

A pedirmos rendição...calados...sussurrantes..

A invadir as flores com pólens de felicidade

Em que lugar encontraremos essa luz que apaga as cidades?

Essa luz avassaladora que corre sem destino nem amparo

Como um véu..como um verão...como um pensamento...

 

 

A ternura é um coração...gravado na pedra onde te sentavas...

 

Vejo uma estrada..um passeio..um mar antigo

Ocorre-me que gostavas de ver a florescência das dálias

Crescemos como quem fica agarrado a si..sorrindo às luas e às águas turvas

E estava ali..tão perto o coração dos dias...invadindo o lamento do regresso a casa

Éramos apenas..um abraço..uma forma poética de dizer felicidade

Sem saber...deixei cair uma palavra..caiu e esvaziou o teu olhar

Passei a treinar a tua ausência...a olhar para trás..a sussurrar pensamentos

Evadi-me de mim...para não me partir todo por dentro

Talvez se te tivesse pedido para me dares a mão...

Talvez se percebesse que a vida é a repetição dos dias

E a ternura é um coração...gravado na pedra onde te sentavas...

 

Os males da Terra proveem de uma interpretação errada das Escrituras

 

Não será a Bomba "H" - Atómica que irá destruir a a Terra, mas sim a bomba "P" população em excesso que a destruirá.

Os males da Terra proveem de uma interpretação errada das Escrituras.O homem quer acreditar que as Escrituras foram escritas por homens inspirados por Deus e como tal são dogmas intocáveis.Ora segundo o Génesis, Deus dá ao Homem o poder sobre todas as coisas que existem na terra e no mar, plantas e animais. O homem em vez de entender que esse seu poder sobre a natureza,que lhe foi dado, é para que possa usufruir e preservar a natureza, mas como tudo o que é dado não nos custa nada, e como tal há que usar até à destruição,e como se acha dono de tudo o que existe na natureza por vontade Divina, em vez de a conservar usa-a em seu proveito destruindo-a.