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folhasdeluar

Poesia

folhasdeluar

Poesia

Nasce em nós um grito...

 

Nasce em nós um grito...uma fome de ser gente e prata

Vemos um deus em cada estrela...uma esperança em cada brilho

E procuramos nos fragmentos da nossa alma

A comunhão com as coisas que se dispersam na espuma incandescente da noite.

 

Desapertamos laços...

Corremos como corpos obrigados a ser reflexo de luas desconhecidas

O que está dentro de nós é uma fluorescência de firmamentos inacabados

Perante a dura realidade da morte...nada mais queremos que a eternidade

Perguntamos ao silêncio pelos gestos que nos possam salvar

Erguemos as mãos numa prece que nos interroga

Sabemos que da nossa combustão sairá a resposta para o sem sentido

E que da multiplicação dos olhares o mar cairá dentro de nós

Como um tudo...como um nada...

Como um ponto que intervala o horizonte que não vemos

Com o breve instante em que nos levantamos

E descobrimos que estamos sós...

Com a nossa fome de eternidade!

 

Tu não estás...

És a aragem que ainda sopra das palavras escondidas
Tu não estás...apenas a tua cabeça persegue a minha imprecisão
Podes esconder a tua farsa...os teus esforços são o que nunca saberás...
Estarei sempre na tua cabeça...porque provaste o cheiro que te abriu as asas...
Nunca me saberás descrever...serei sempre o teu hífen...
Ou cepo onde porás a cabeça translúcida e alucinada...
Serei o teu resto de luz..diluído...porque nunca saberás quem eu sou...
Esquece o nome...ele não existe...apenas habita o corpo de outro...
Mas de ti...eu conheço perfeitamente o teu covil...a tua toca...
Prescindo agora de todas as palavras...chegou o tempo do silêncio....

A gasolina e o gasóleo deveriam aumentar ainda mais!

 

Paineis-Solares-Carregam-um-Carro-Eletrico.jpg

É preciso que se opere uma revolução na área dos transportes públicos e privados. Sabemos que a poluição causada pelos combustíveis fósseis trará consequências catastróficas ao planeta, por essa razão é agora que é preciso tomar medidas drásticas e diferentes das que têm sido tomadas. Portugal é um país com imensas possibilidades de produção de energias renováveis, por isso o governo, (este e todos os outros que se seguirem), devem adoptar medidas inéditas no mercado automóvel. Para começar deveria acabar o imposto automóvel sobre os veículos eléctricos, sabemos que isso traria uma quebra de receitas ao estado, mas essa receitas poderiam sem compensadas com o aumento de impostos sobre os combustíveis fósseis. Contra todas as opiniões, defendo que se deveria aumentar ainda mais a gasolina e o gasóleo, para financiar a redução de impostos dos veículos eléctricos. Ao implementar esta medida,(que não seria certamente a mais popular), mas que a médio prazo só traria benefícios ao país, acabaria grande parte das importações de petróleo, o que contribuiria para o equilíbrio da balança de transações correntes, e passaríamos a consumir a nossa própria energia. Que governo terá a coragem de olhar o futuro a longo prazo?

 

Dizer não ao dever! É esta a fórmula da liberdade.

 

Dizer não ao dever! É esta a fórmula da liberdade.

No mais fundo de nós reside a sede de liberdade. No mais fundo de nós há um animal que anseia libertar-se das amarras que nos prendem ao nosso insalubre dia. Muita vezes, demasiadas vezes, o dever para com os outros é uma algema que nos atira para um poço profundo, o poço da insatisfação. Vivemos o tempo que nos resta após o nascimento. O tempo que nos arrasta inexoravelmente para a cova. Como poderemos nós viver em completa liberdade esse tempo que nos foi dado, que nos caiu na vida, que não nos perdoa os erros, esse tempo infinitamente passado e infinitamente futuro, sem que nos desprendamos das coisas que achamos importantes mas que na realidade nada valem? Não há libertação nas coisas que nos amarram e que julgamos ser nossa obrigação continuar amarrados, viver é procurar ultrapassar a metafísica do dever para com os outros e para com todas as coisas.***

***Inspirado em Nietzche

 

Uma pedra

Uma pedra atirada ao lago

Uma ondulação que se vai desfazendo

Quem não gostaria que essa ondulação ficasse ali...para sempre?

A recordar  a mão que atirou a pedra...

A imortalizar o momento em que a alma se desfez em água...

Se um dia dançar ao ritmo dos sóis...

 

Escrevo sobre o silêncio que se esconde por detrás de cada rosto

Procuro a palavra que torna o espanto num lugar fatal

Carrego um manto feito de naufrágios

Carrego uma página afogueada pelos presságios que desconheço

Cuspo fogo...toco na areia com os meus dedos cegos

Conheço a fórmula das sibilações constantes no vento

Durmo na liturgia das algas

Como um parágrafo negro coroado por crepúsculos

Afogam-se em mim todos os destinos

Sou a dissonância aflita das tempestades

E se um dia dançar ao ritmo dos sóis...

É porque enlouqueci...

 

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