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folhasdeluar

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O Homem-deus...

Deus existe porque o Homem existe, Deus é uma criação do Homem, no entanto o Homem acredita que foi Deus que o criou e por ter essa fé pensa que Deus nunca o desamparará e entrega-se a Ele sem questionar. Pensemos no que aconteceria se o Homem desaparecesse... seria também o fim de Deus, por isso o que o Homem deve fazer não é entregar-se a um Deus e esperar que Ele o salve, o Homem deve é pensar no que pode fazer para salvar Deus, se assim o fizer muda todo o paradigma da civilização, se assim o fizer o Homem torna-se Deus e irmão de todos os homens, se assim o fizer ao salvar Deus está a salvar-se a si próprio e construirá uma nova civilização. Uma civilização que não pode ser esta que se baseia num capitalismo desenfreado. Que vive da miséria que cria, que produz bens em excesso e marginaliza os que não os podem comprar. Que vive no esquecimento de si. A nova civilização terá que ser algo baseado no socialismo ( não a aberração que foi a Rússia e outros países que os seguiram, o real socialismo na verdade nunca foi implantado) e também na mensagem do Cristianismo que diz que todos os Homens são iguais, mensagem verdadeiramente revolucionária para os tempos de então e que chegou aos nossos dias como uma verdade inquestionável. Assim a paz na Terra e entre os Homens terá que passar pela salvação de Deus pelos Homens, mesmo por aqueles que não acreditam, o que também é indiferente porque só há uma coisa importante...e essa chama-se Vida... os Homens estão sempre à espera que alguém faça algo por eles. É tempo de fazerem eles algo por si próprios....

Pássaro absurdo

Em volta de um tempo inventei um destino

Será do luar...será que imagino...

Ou estou a sonhar?

 

Vesti o meu sudário feito de chuva florida

Aceitei todos os perfumes que encontrei na Vida

E bebi o meu vinho pelo cristal da partida.

 

Não sei do sol nem das órbitas do mar

Não sei das mãos que vejo a acenar

Só sei da voz que me fala do mundo

Só sei que me fecho num poço sem fundo

E ao meu lado escuto um pássaro absurdo

Que me diz para...voar!

A chave do futuro

Vivemos em dois tempos, o tempo de trabalho e o tempo de viver. No tempo de trabalho estamos sujeitos ao seu ritmo e tempo, no tempo de viver podemos ter o “nosso” tempo. Nos nossos dias devido à interferência do tempo de trabalho perdemos o “nosso” tempo de viver, perdemos o contacto com os nossos filhos e com o nosso “eu”, porque estamos sempre atarefados com alguma coisa . A questão a colocar é:como dar a cada um o seu tempo? Como tornar apetecível a vida? Estudos demonstram que se deve diminuir o tempo de trabalho e prolongar a vida activa, ao diminuir a jornada de trabalho estamos a criar mais empregos, que por sua vez se vão refletir nos custos do desemprego. Por outro lado ao prolongar a vida activa estamos a diminuir também os custos com as pensões. Ao trabalharmos menos horas estamos a criar um “escape” para o stress, ao mesmo tempo que podemos dar mais atenção aos nossos filhos, dedicar-mo-nos a um passatempo, ao desporto, a algo de que gostemos, ou até a descansar. Sem dúvida que a chave do futuro passa por conjugar estes dois tempos e alterar radicalmente a nossa actual relação com eles.

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