Aquilo que eu considero ser o maior crime da humanidade é a destruição da infância. Nós estamos a viver um tempo em que as crianças estão literalmente a ser preparadas para se tornarem (...)
Na página em branco
Descansa o silêncio das palavras
A página em branco é uma imensidão de sonhos
É uma vigilância de desertos
É uma possibilidade de mundos
A rumorejar pelas (...)
Do fundo de mim ergue-se uma gaze preta
Que me tapa os olhos e os sentimentos
Sinto-me a descer...lentamente...
Por entre uma floresta de avenidas verticais
Sou agora um curso de água na (...)
Os poemas de Natal que escrevo não podem falar de beleza, de luzes e de rabanadas, são dedos apontados a uma sociedade que escraviza, que destrói, que marginaliza. Por isso, é muito (...)
No tempo raso o filho secreto
Mãos de pureza a medir o mundo
Palidez de homens sorriso de flor
Na escura noite o brilho do sol
Perfeito berço manjedoura de tempo
Máscaras caídas na (...)
Perfume de mortos a acariciar a terra
A brisa sopra sobre uma felicidade cinzenta
Das margens do tédio erguem-se anos de fumo
É isto a vida....
Um sol que desce em ziguezague
Por entre a (...)
Estou de frente para o vazio áspero do mar
No céu vê-se um segredo de chuva a empoeirar o ar
Bebo toda aquela fantasia
Manchada pela luz difusa da manhã
E vejo os teus olhos pálidos
A (...)
Eu posso ter apenas arroz com feijão no prato. Posso vestir mil vezes a mesma roupa. Posso viver com o básico sem vergonha nenhuma, porque nada disso define quem eu sou. O que me define é a (...)
No frio feroz a face molhada
Perfume que imita a névoa lavada
Sonhos tão puros moldura tão fixa
Alma prisioneira glória abafada
Faísca que vale por mil almas caladas
Havia um caminho (...)
E quando ninguém te acorda de manhã. E quando ninguém te espera à noite, e quando podes fazer o que quiseres como se chama, liberdade ou solidão? Apenas os loucos e os solitários é que se (...)