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folhasdeluar

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Simbiose

Era um mês como todos os outros. Os jornais falavam de inconsciências e de sociedades psicopatas. A paisagem adormecia sob a diastólica pressão do calor. As angústias eram as mesmas de (...)

E nós...aqui..

E nós...aqui...crescidos como as distâncias que temos que percorrer. Rindo e saboreando as irrealidades. E tal como no mito de Kronos...lá nos vamos devorando em ódios e anseios. Nos nossos (...)

Remoinhos

Que remoinho é este que nos enrola nos dias e nos obriga a sermos infiéis a nós próprios? Que insensatez é esta que nos encurta os horizontes e nos agarra pelos colarinhos? Que absoluto (...)

Aromas de outono

Pairam no ar os aromas de outono. Segues como quem trás dentro de si a liberdade do silêncio. Trazes contigo a luz mais alta. A verticalidade. A exumação da solidão. Uma outra vida floresce (...)

As batalhas...

As ruas...onde nenhum rosto cintila...são promontórios fechados às lamparinas dos olhos. São histórias dobradas em folhas que ninguém sabe. Caminho por essas ruas como quem descobre um (...)

O sonho coralino

Derramamos os nossos sonhos como quem levita num berço de corais. Somos iguais a terra. Somos profundos espaços cheios de medos. Surgimos no mundo como nómadas nus. Crescemos. Depois (...)

Retratos

Retratos confusos. Rugosos. Retratos de brilhos secretos. Um frio sereno povoa os olhares. Uma névoa de vidro esconde-se na fuligem da sépia. Não têm perfumes. Não têm sentimentos. São (...)

Crinas e algas

Podes desdobrar-te em cantos de cristal. E adormecer em voos de pássaros de bronze. Vestir a tua imortalidade com séculos de prata. Povoar a vida com a destruição das florestas. Homem que (...)