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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

A ausência de uma palavra

Que quero deste mundo?

Que surpresa me consolará o cansaço?

Que sonho se absterá de me perseguir?

Olho o espelho...

E o meu nome desaparece por detrás das rugas

Olho o espelho...

E vejo o tempo refletido no meu olhar

Sei que há um sentido trágico nas coisas

Mas também sei que há

Uma metáfora escondida na pele de cada um

E assim o espanto cresce

Enchendo páginas com naufrágios e eclipses.

 

Há palavras proibidas

Magias de areia e música

Sopros de corações disfarçados de gaivota

Chuva e despedidas

Em todas as distâncias há um enigma

Uma voz a corar de errância

Uma proa que ressuscita do branco sal.

 

Que navio rola no teu vento de acaso?

Que tristeza vive nos relâmpagos da alma?

Que dor produz a alquimia dos desejos?

Equações cruzam o Cruzeiro do Sul

Olhos afagam o universo das algas

As mãos despedem-se dos perfumes outonais

E há rotas a florir no coração das florestas

Veredas insanas a clamar

Por recônditos lugares de calmaria.

 

Dentro do meu pulso há um mar de vento e alegria

Dentro do meu corpo

Reside a bússola que me traz a paz

E se eu um dia for um pequeno lugar

Uma pequena luz a cintilar na margem do tempo

Então terei cumprido a minha rota

Terei saldado os meus desejos

Serei o corpo que se ergue sobre os vendavais

A fluorescente pele da luz

Ou talvez...a ausência de uma palavra...partida...

 

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