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folhasdeluar

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À deriva...

Câmara escura. Retiro de silêncio. Lugar onde lapidamos emoções. Desejos. Sonhos. Fantasias. Vastos são os rumos que correm ao nosso encontro. Vastas são as margens que podemos percorrer. No fundo de nós ergue-se uma claridade. Um sussurro. Um espelho onde cintila a nossa febre de vida. Exaustos esquecemos as preces. Selváticos buscamos a paz. Estreita rua. Fraco riso. O canal do tempo a desviar-se de nós. Uma música ergue-se. Uma voz acorda-te. Palidez de pó na tua resignação. O vento convida a errância das folhas. Alma dispersa. Rumor de fundo. É preciso reunir em nós o poente e caiar as paredes. É preciso que os pátios clamem por nós. E o caule das ilhas floresça na nossa distância. Que o nosso olhar não se fixe em turbantes de seda. Olhemos mais além. Rente ao nosso peito correm os alísios. As nossas mãos vomitam vastidões. Querem segurar essas vastidões. Esses espaços onde respiram as vozes antigas. Esses espaços onde principiámos a ser pessoas. E onde nos banhamos como náufragos. Ou como flores que boiam na superfície das ondas. À deriva...sempre à deriva.

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