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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

A hora da sesta...

Com o meu punhal de vento

Traço riscos na lembrança dos instantes

 

Cintila a transparência luzidia da água

As árvores choram os galhos feitos cruz

Do meu corpo erguem-se fétidos anseios

Tudo apodrece na algazarra silente

De um rebanho sem margem para ancorar

Os pinheiros estendem-se

Pelas íngremes faces das encostas

E as cigarras vestem-se de santas

Equilibrando-se nas bordas do amor

E cantam...sofregamente

Na véspera da tristeza

 

No cumprido desmaiar de um milagre

Oculta-se a tristeza dos juncos batidos pelo vento

 

No comprimento do rio

Os barcos marcam o compasso dos gemidos

E o sol... mostrando-se ao dia que passa

É uma flauta de pastor a marcar a hora da sesta...

 

 

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