Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

folhasdeluar

A luz dos faróis

Nas belas enseadas mergulhamos as ausências

Na prece das tardes afundamos o asco

Existimos como ventos expostos aos bafos das praias

E vamos...de luz em luz...recebendo o murmúrio das cidades.

 

Tenho na boca o sabor dos astros mortos

Habito na densidade de um tempo destoado

Jamais serei a nuvem branca nem o vil quartzo

Jamais abrirei a porta da sombria realidade.

 

Nas minhas falanges desagua a espuma dos nadas

Nas minhas falanges crescem palavras sem poemas

E eu...falo de mim próprio como se fosse um chão

Que precisasse de pisar...

 

Despejo gritos onde a pedra se destapa

Dentro do granito dormem os instantes

Que ficaram para além do tempo.

 

Se eu falasse do que sei...só falaria de nadas

Pois só conheço as ruínas das águas

E a luz circular dos faróis.

8 comentários

Comentar post