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folhasdeluar

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A noite em que o Pai Natal fez uma criança ficar triste

Era uma vez um menino que vivia numa instituição para crianças em risco. Não estava lá por ter sido maltratado ou abandonado. Vivia lá porque a sua mãe separada do marido não tinha condições para o ter com ela. Quer dizer que a institucionalização era provisória. Nessa instituição havia um grupo de famílias, que levavam consigo na véspera de Natal, uma criança cada, para passar a Consoada e o dia de Natal em suas casas. Aconteceu que uma dessas famílias resolveu surpreender a criança que tinha levado. Na noite de Natal, o marido vestiu-se de Pai Natal, saiu sem o menino  ver, e bateu à porta. A esposa abriu. O Pai Natal perguntou se era ali que estava um menino que tinha vindo passar o Natal a casa daqueles senhores. A senhora disse que sim e chamou a criança. O menino veio e arregalou os olhos de contentamento. Era o seu sonho. O Pai Natal não se tinha esquecido dele. Recebeu a prenda e voltou para dentro. Sorrateiramente a senhora abriu a porta e o marido entrou. Despiu o fato de Pai Natal e foi ao encontro do menino. Este brincava com a prenda mas estava com um ar triste. O homem perguntou-lhe o que é que se passava. Ele respondeu que o Pai Natal não era o verdadeiro. Que era ele a fingir de Pai Natal. E sabia isso porque o tinha reconhecido pelos óculos, que ele se tinha esquecido de tirar. O homem pensou...pensou....e disse. - Sim! Era eu, mas o Pai Natal não te esqueceu. Ele esta noite tem muitas prendas para entregar e como tem pouco tempo, deu-me o fato dele e pediu-me para que, em seu nome, te oferecesse esta prenda. O menino pareceu acreditar...

P.S. ainda hoje penso se ele acreditou ou não

3 comentários

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    Folhasdeluar 20.12.2019

    Esta história só faz sentido devido à condição "especial" da criança. Eu queria que ela se sentisse feliz por não ter sido esquecida...e ela sentiu-se enganada...mais um engano dos adultos a juntar aos muitos por que ela já tinha passado....
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    Bea 20.12.2019

    e se a criança pensou que era uma alegria extra que o senhor queria dar-lhe? Se, hoje, falasse com ela sobre isso, aí sim saberia o que a memória guardou.
    Não penso que valha apenas a intenção, mas que ela vale, isso vale.
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