Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

folhasdeluar

A nossa condição é sobreviver

O passado é tão longo como o futuro. Nesse intervalo vivemos nós. Sabemos que pertencemos ao universo. Não sabemos como aparecemos nesse universo. Somos um acaso? Somos poeira estelar? Tudo existe indiferente à nossa condição. A incerteza é o nosso destino. O nosso medo é a falta de conhecimento da geometria do mundo. Da Vida. Conhecemos a perfeição da natureza. Sabemos que as catástrofes fazem parte dessa perfeição. As catástrofes são a regulação do mundo. Esta catástrofe veio mostrar que é preciso parar. Que é preciso alterar a nossa forma de vida. Mais, veio obrigar-nos a mudar de vida. Estamos a destruir a natureza. Será esta uma das formas de rebelião da natureza? Estará a natureza a mostrar-nos a nossa alienação? Será esta desconstrução das nossas vidas uma procura do equilíbrio natural? Foram as catástrofes que permitiram ao homem chegar até aqui nestas condições. Foram as mortes por pandemias catastróficas que regularam o mundo. É uma visão cruel? Não me parece. Claro que ninguém quer morrer. Claro que todos queremos prolongar a nossa vida. Mas a perfeição da natureza é indiferente aos nossos desejos. A nossa contingência é sobreviver. A da natureza é seguir em linha recta. No fundo...o que nos dá a vida...também é que nos tira. E nós somos apenas a marioneta da natureza. Mas lutamos contra essa forma de domínio. Tentamos superar a natureza. Sempre sem perceber que não há uma razoabilidade no universo. E que dentro deste enorme vácuo...somos a deriva da vida. Mas há que sobreviver...é a nossa sina. Somos para a vida como o homem que cai inadvertidamente a um poço. Tentamos desesperadamente agarrar-nos ao bordo.

6 comentários

Comentar post