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folhasdeluar

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A ondulação do tempo

Num breve espaço de tempo...duas curtas quedas

Uma feita pelo desequilíbrio das memórias

Outra construída pela falsa segurança das verdades.

 

Nestes meus olhos desfizeram-se os mundos

No clarão das folhas diluíram-se os dias

Nas pedras construíram-se inacessíveis poentes

E mesmo assim ainda fui eu...

 

Há um dialecto inexorável em cada ruga

Poeiras raras repousam nos corpos cansados

Onde vestígios de verdades desfilam

Imolados na febre ansiosa do mar...

 

Porém...não há amarras na penumbra dos lagos

A solidão serve de tapete a quem se gasta

Os céus adormecem na ternura dos lírios

E os homens murmuram palavras de inquietude

Enquanto as nuvens se desgastam no mistério inútil dos céus.

 

Adormeci numa ondulação de searas

Ergui depois o rosto e cumprimentei as pedras

A brisa alisava a minha breve constelação de pássaros

Eu...indiferente...perfilei-me na chuva que caía...ácida...descomunal...

Como uma prece perdida num universo de trigo...

 

 

 

 

 

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