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folhasdeluar

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A página ...em branco.

Construo o meu lugar no mundo. Habito a minha cósmica visão das coisas. Sou a sarça que se consome em léxicos inexprimíveis. Em mim nada tem significado. Em mim tudo é informe. Não tenho apologética nem me preocupo com metafísicas. Deslumbro-me com o meu arfar de vida. Não tenho complacência para com o passado...nem reclamo com o presente. Possuo o meu próprio cerimonial de fracassos. E vejo belas paisagens em todas as petrificações de mim. Convencido do meu assombro mergulho em frios riachos. Ergo-me na minha magnitude de homem sem qualquer projecto. Os meus desabafos são incríveis manifestações da minha nulidade. Arcaico é o meu ego. Marejados os meus olhos. Pudesse eu um dia escrever uma palavra épica...e todas as paisagens cairiam a meus pés. Carrego-me com todo o sal do mundo. O meu estigma...é a minha falta de convicção na imortalidade. A minha propensão para a emoção sem qualquer finalidade. E tenho medo...de um dia...não conseguir inaugurar a página ...em branco.

 

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