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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

A perfeição do dia

Bailam nos meus olhos imagens vazias

Como coisas sem utilidade

Vazias...como fotos de vidas

Guardadas em rugas estafadas

 

Cidade de pedra e segredo

Degredo escondido num friso de tempo

Que nos enche os vincos dos olhos

Com transparências de solidão e prata

 

Há uma profundidade mágica

Na janela de um soluço

Há um descolorir de gestos e vento frio

Que acompanha os degraus

Por onde sobem as ruas dos séculos

Até desaguar em lendas rotas

Que transpiram segredos

 

Corro em bicos de pés

Como um fim de tarde abstrato

Os meus pensamentos demoram-se

Na perfeição do gelo

Do pó ergue-se

A música fantástica de uma harpa em flor

E eu assomo ao dia

Com os meus olhos gelados.

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