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folhasdeluar

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A raiz da chuva.

 

Falar mal da vida. Desabafar. Traçar um rasto na noite. Desobstruir o mundo. Escalar o vazio e a insónia. Arrepiar a imaginação. Esquecer o túnel e a luz sem fundo. Perguntar por mim a quem passa. Pedra branca. Tragédia de autor. Peregrinar...sempre. Atirar uma pedra às nuvens. Carregar uma maré. Compêndio de dias cinzentos. Peregrinar...sempre. Pelo vento. Pela arquitectura das catedrais. Pela longa hora. Pelo declínio do dia. Por Roma ou pela solidão. Pelo silêncio ou por Amesterdão. Pelo significado de cada verão.

 

Insólito vento. Incerteza de estátua. Nos olhos de um... o vestíbulo do outro. Na barba crescida. O pó...da vida. Solar sem janelas. Agressivas luas. No zinco dos versos... decisiva fome. E é já ali que a força se apaga. E a alma renasce. Inconsequente. Incandescente. Como um peito varado pela raiz da chuva.

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