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folhasdeluar

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Bob Dylan ...ou a morte do romantismo

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O espectáculo começou praticamente à hora marcada. O palco, intimista e despojado não era palco para uma sala como a Altice Arena. Bob Dylan a “jogar” à defesa, refugiou-se no piano e encostou-se à sua banda, de tal forma que as pessoas que estavam no topo oposto ao palco nem um vislumbre devem ter tido do artista. A banda era constituída por bons músicos,quem nem sequer foram apresentados. Houve umas três ou quatro músicas bem esgalhadas, uma versão do Don't think twice it's alright e de uma outra que não recordo agora, o resto foi arrastado e chato, por vezes dava até a impressão de que se estava sempre a ouvir a mesma música. Foi um Bob Dylan caquético que não comunicou com o público. Não houve nem sequer um agradecimento, ou outra qualquer palavra dirigida à audiência. Houve um encore, (quase por favor), e depois saíram sem sequer se dirigirem à boca do palco, parecia que estavam com pressa de perder o avião. Não tocaram uma única música daquelas que são intemporais, eu sei que não devemos viver no passado mas um Blowin in the wind ou um Mr. tambourine man, acho que toda a gente estava à espera de ouvir. Para mim, que tenho ainda uma harmónica comprada por causa do Bob Dylan, foi o matar de um tempo feito de romantismo, foi ver que The times they are a changin, mas que para o lado de Bob Dylan é para pior.