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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

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A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Acreditar em ti

Nas tuas asas de luz

Cresce o meu gosto de sorrir

Na tua pele a minha alma

Ignora o despenhar das palavras

Que mais posso dizer sobre a espera desse instante

Em que volteias no aéreo sopro da tarde

Como uma confidência ou uma irrealidade

 

Vive em mim a tua chama feita de carne e osso

Alma a luzir na penumbra de mim

Corpo a sentir a luz inconstante

Que me traz o teu recado de claridade

 

Já...agora...faço-me voz e assombro

Faço-me falta... dispo-me de mim

Já... agora...espero pelo eco

Que nasce da tua presença

E do teu halo

 

De todas as coisas que perdemos

Onde nos perdemos?

Onde está essa anarquia

De sermos feitos de luzes resplandecentes?

Onde vive a liberdade

De deixar correr o corpo pelo tempo?

E guardar na alma toda a matemática

Dos momentos de gloriosos que vivemos

 

Há no espaço das palavras

Uma andrógina presença de luz

Um inferno desmontável

Que corre dentro de um instante

Uma fuga ingénua...

Pois sabemos que não há fuga

Sabemos que a nossa missão não é fugir

É acreditar... em ti...e em mim...

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