Acreditar em ti
Nas tuas asas de luz
Cresce o meu gosto de sorrir
Na tua pele a minha alma
Ignora o despenhar das palavras
Que mais posso dizer sobre a espera desse instante
Em que volteias no aéreo sopro da tarde
Como uma confidência ou uma irrealidade
Vive em mim a tua chama feita de carne e osso
Alma a luzir na penumbra de mim
Corpo a sentir a luz inconstante
Que me traz o teu recado de claridade
Já...agora...faço-me voz e assombro
Faço-me falta... dispo-me de mim
Já... agora...espero pelo eco
Que nasce da tua presença
E do teu halo
De todas as coisas que perdemos
Onde nos perdemos?
Onde está essa anarquia
De sermos feitos de luzes resplandecentes?
Onde vive a liberdade
De deixar correr o corpo pelo tempo?
E guardar na alma toda a matemática
Dos momentos de gloriosos que vivemos
Há no espaço das palavras
Uma andrógina presença de luz
Um inferno desmontável
Que corre dentro de um instante
Uma fuga ingénua...
Pois sabemos que não há fuga
Sabemos que a nossa missão não é fugir
É acreditar... em ti...e em mim...