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folhasdeluar

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Agarro a tua mão

Agarro a tua mão e sinto o breve passar do tempo. Aperto-a até à intimidade. Até ao lusco-fusco de um cálido sentimento.

 

 

Delicado é o mito que nos violenta. Delicada é a clandestinidade da imaginação. Nós..os que afloramos a loucura e a insensatez. Nós...os que corremos desamparados pela planície. Que temos olhos de fogo e de solidão. Que incendiamos o sangue e deixamos um rasto de liberdade na frescura da areia. Areia que pisamos com pés de raiados de efémera ternura. Que construímos diagramas de vida com fascínios de tempo. Que não temos distâncias. E usamos a linguagem dos rios e dos risos. Nós que perguntamos aos horizontes os porquês da transcendência. E tentamos subir as rampas que nos perseguem. Que temos os séculos gravados na incandescência dos medos. Nós ...os que subimos as avenidas. Levando pela mão os olhos ávidos das crianças. E sabemos como é fácil a ternura. Como é difícil aceitar o alheamento de um olhar. Que bebemos a geometria dos lugares. E sabemos como é difícil olhar uma parede nua...onde a nossa sombra se esquece de nós.

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