Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

folhasdeluar

Alentejo da minh`alma

IMG_1925.JPG

 

Eu e a I. estávamos num monte no baixo-alentejo profundo a passar uns dias. Todas as manhãs íamos tomar o pequeno-almoço à aldeia mais próxima. Aldeia branca. De casas baixas com barras azuis e ocres. Normalmente éramos atendidos pela dona do café. Até que um dia, ela não estava. Quem estava era o marido. Nesse dia, (normalmente àquela hora o café estava vazio), estavam cerca de cinco ou seis alentejanos, sentados ao balcão, a beberricar cerveja logo pela manhã. Entrámos e eu puxei da minha fala de lisboeta-alentejanada, para dar os bons-dias. Bom diiiia – disse eu. Bom-diiiia – responderam eles. Tenho que explicar que se mostrarmos que temos algum sangue do Alentejo, o pessoal sente-se logo à vontade connosco. E nós com eles. Claro! Mas isto só entende quem tem sangue alentejano. É o meu caso.

 

O café tem meia-dúzia de mesas lá dentro. E tem mais duas cá fora. A dar sombra está um chapéu de sol a fazer publicidade a uma marca de cerveja. Normalmente sentávamo-nos na “esplanada” a tomar o pequeno-almoço. Naquele dia não foi diferente. Já satisfeitos, levantei-me para pagar. Mestre – disse eu – quero pagar. Mas paga tudo? - perguntou. Fiquei baralhado. Será que ele queria que a I. pagasse a parte dela? Claro que pago tudo – respondi. Entãoo são: dois galões,duas sandes de queijo, dois cafés, três cervejas médias e duas minis. Compadre - exclamei – eu pago o que comi. Não é a conta toda do café. Primeiro silêncio. Depois...uma gargalhada que se ouviu em Beja.

 

P.S.- afinal sou mesmo alentejano....é que o homem depois veio falar comigo e a rir disse-me que estava a fazer confusão...com outro alentejano...claro!

Nota -  a história é verdadeira.

14 comentários

Comentar post