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folhasdeluar

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Alma de ave...

Pertencem-nos os dias e os rostos que se desprendem da chuva. Pertence-nos a noite a as folhas que caem no nosso assombro. Pertence-nos o infinito que abarcamos com os nossos braços. E as cidades que passam rasando a nossa cara. Essas nunca são nossas. São apenas assomos de vida onde os nossos passos se perdem.

 

Os ventos cortam a pele da noite. As crianças sonham com algas de brincar. Até que um dia as flores voltem a florescer.

 

Suave como quem olha furtivamente as palavras... o tempo cai na terra esverdecida. Nega-se a morte. Nega-se tudo o que paira no mistério. E tudo é um ir e voltar. Um riso de quem tem todo o espanto. E o guarda...dentro de si como algo valioso. Sabemos que as sombras crescem ao entardecer. Que a diminuição da luz é o espelho dos nossos dias. E sabemos que tudo o que sentimos..é um fogo. Uma tempestade. Uma fogueira aberta ao crescer da vida.

 

Em que praia florescer? Em que estrada peregrinar? Em que contradição acreditar? Descer ao fundo dos olhos. Encher o peito de luar. E sentir... a mão invisível do destino..a acenar.

 

Bem escondido no fundo da pele está o arrepio. O sentimento. A visão das luzes vespertinas. Lá está o caminho. O tambor. A alma que desliza pela profundidade do voo de uma ave.