Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

folhasdeluar

Amanhecer

Imóvel...como pó a desfazer-se numa côr irreal

Fecho-me dentro de um espelho onde vislumbro os segredos das pedras

Não regressarei...mesmo que os grilos acordem a noite

E os morcegos adornem a lua

Fechar-me-ei devagar...como se não houvesse vento

E as flores das camélias fossem rostos em canteiros desanimados

Soprarei...e todos os planetas tremerão com o meu gélido bafo

Todos os silêncios descerão a pique...

E o cimo do mar soçobrará na volúpia suave da luz dos faróis

Será a coreografia da luz...o tempo dos destinos...o mundo

Na noite a vida gira em caleidoscópios de vazio...nada diz...sofre...

Tece hipóteses de futuro com gramáticas impossíveis

A alegria recosta-se nos telhados...assoma pelas janelas...tudo brilha

A alma renasce...o fim acaba...a manhã cresce.

6 comentários

Comentar post