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folhasdeluar

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Asfixia

Asfixiamos. Procuramos vencer o bolor dos dias. As crateras da noite são como nevoeiros concêntricos apropriando-se dos nossos impossíveis sonhos. São veias ilimitadas caindo de bruços sobre a nossa pele desfolhada. Na rua...clarins de seda acompanham os nossos suicídios. O dia é um embrião de luzes. Uma atmosfera de solidão e carne. Uma putrefacção de pupilas e fel. Uma porta aberta ao deserto burocrático dos sentimentos. Podemos ser atingidos por oníricos estilhaços de fantasia. Por cegos desertos. Por horizontes inacabados. Mas também podemos ser a flecha que estica o arco. O lastro da evasão. O renascimento desalinhado das plantas. Assim mergulhando no eclipse líquido da nossa alma...renasceremos. Sóbrios e completos. Como se nos víssemos a um espelho...onde nossa imagem se emancipou...de nós.

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