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folhasdeluar

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Até que chegue o inverno

Repugna-me a leveza de espírito e o suor do pânico. Falo a sério. Corro como um cavalo cego. Estalo como o granizo quando bate na janela. Pairo sobre as leviandades. Leio...concentrado...a filosofia de Agostinho da Silva. Só me falta fazer uma viagem em roda dos precipícios do mundo. Numero os meus sacrifícios. Cubro a minha fantasia com um nevoeiro de seda. Transformo-me na erótica vibração dos corpos. A minha maneira de sorrir é um pouco estranha. A minha maneira de ser é um mistério que desconheço. E quando levanto os olhos percebo a distante ignorância das pessoas.

 

Não vás...dizem-te. E debaixo dos teus pés estalam os desejos. Vai...digo-te. E quebra o gelo que te prende. Absorve os sacrifícios e os sacrossantos apelos da tua alma. Percorre as estreitas faixas da vida. Afinal...a fantasia é uma noite delicada. É uma mala cheia de coisas estranhas a pairar na tua cegueira. Nos quatro cantos de ti há um temor. Procura sempre o teu entusiasmo. O teu acólito fiel. A tua exalação do tédio. A tua perversidade. Parte todas as bolas de cristal. E vive na cristalina fome de querer sempre mais. Até que chegue o inverno...e te caiam as folhas.

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