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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Cada amor uma ternura

Inventar um nevoeiro

Descobrir uma tempestade

As olheiras de Deus a soçobrar

Esse Deus que dorme enquanto caímos na vertical

Enquanto desafiamos os cataclismos

E gelamos…

Gelamos no torpor de uma agonia

 

Cada glaciar é um desafio

Cada frio uma estrada de ferro

Cada amor uma ternura

E medito na falsa filosofia de tempo

Acaricio os grãos que perco e que ganho

Acordo a sobrevoar os promontórios do medo

Sei que existe a época das dores

E que virá a cavalgar o tempo

Com a precisão de uma seta

Só não sei se compreendo

O que cada rosto me dá.