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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

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A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Cada palavra

Sigo cada palavra como um sangue que jorra

Já não sei quantos séculos estou a esconjurar

É pesado este incêndio que ateio em mim

Este estremecimento situado

Entre o sarcasmo e a abundância de arestas

Não nego as minhas ressacas

Nem apago a morte que carrego

E se os meus lábios beijam as tuas mãos

Também as nuvens desenham sobrevivências

E as lavas do tempo eclodem nos gestos

De onde se escapam minúsculas flores

Que mancham os campos que desconheço

Porque as minhas incandescentes feridas

Me toldam o discernimento.

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