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folhasdeluar

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Carta aberta à Exma. Sra. Ministra da Saúde

Exma. Sra. Ministra da Saúde

 

Há coisas neste nosso querido Portugal que me fazem perder a paciência. O caso que vou contar passou-se com um amigo meu e tem contornos de surrealismo. Bem sei que a culpa não é da sra. Ministra, contudo, é tempo de alguém lhe fazer chegar o que se passa em termos de tratamento para uma especifica doença da próstata.

 

A esse meu amigo foi diagnosticada neoplasia benigna da próstata, (para quem não sabe, e simplificando, a próstata incha e bloqueia a possibilidade do homem urinar, só o podendo fazer algaliado). Após a consulta a vários médicos do SNS, e muito bem, foi-lhe dito que a solução passaria pela operação à próstata. Acontece que esse meu amigo é avesso a operações. Pesquisou na net e o que é que ele descobriu? Descobriu que no Hospital St. Louis existe uma técnica desenvolvida pelo Prof. João Martins Pisco, ( já falecido) que evita a operação e também evita o internamento pós-operatório. Mais uma vez para simplificar, a técnica consiste na introdução de um catéter na virilha, por onde se vai bloquear as veias que alimentam a próstata. Ou seja, é como se a uma pessoa obesa fosse retirado o alimento. Neste caso a próstata ao ficar sem alimento, diminui e o paciente passa a urinar normalmente. E isto ao fim de,entre seis a quinze dias. É uma intervenção fácil, mas cara, uma vez que não é comparticipada. Custa cinco mil euros.

 

Agora vem o surrealismo do nosso país.

Esta técnica que vem sendo estudada por médicos estrangeiros. Que já tem sido aplicada a médicos estrangeiros. Que muita gente estrangeira vem realizar a Portugal, não está disponível no SNS. Esta técnica que permite ao doente voltar para casa no mesmo dia e que pode poupar imenso dinheiro ao SNS, não se aplica nos nossos hospitais. Esta técnica que tem dado resultados comprovados,não é reconhecida e foi posta em tribunal pela Ordem dos Médicos, (claro que perderam a acção). Entretanto a imensos homens é efectuada uma operação, que não é necessária, quando podiam simplesmente usufruir desta simples alternativa. Esta técnica chama-se embolização da artéria prostática, ou embolização da próstata.

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