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folhasdeluar

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Constelações

Até que um dia as constelações se alegrem...

Como um forasteiro que vem despertar o Ocidente

Com o seu Oráculo esculpido nas ruínas sonoras de Delfos

Assim se acordam os homens que sobem as colinas da frescura

Cantando em coro que da Ásia desce o sol que aquece a Humanidade

Assombrados pela noite distante..

Os que esquecem que da arte nasce o despertar que domina a violência

Nunca passarão de sombras esquecidas

Aos olhos daqueles que não recuam perante a harmonia das coisas

E mesmo que um grande frio desça sobre nós como um animal selvagem

E se apodere das sombras que se acolhem nas faldas do saber

O fogo jorrará do eco distante da alma que nunca se interrompe

E dessa alma que domina a espada do sagrado perdão dos dias

Surgirá um coro melódico...uma noite cheia de ditosas fontes

Onde o assombro... é um entusiasmo feito de frescos raios de luz

De uma luz que se apodera da falésia e que ilumina o escuro dos vales

Uma luz que não recua perante a força da enchente que desce a montanha

Porém...nunca a alegria dormita ao meio-dia...

Nem o sono descansa perante o rubro entardecer do mar Egeu

Há força na alma daqueles que se alegram com as coisas simples

E na Pérsia os poetas cantam a sagrada juventude

Muitos ainda dormem perante os olhares joviais da madrugada

Mas muitos continuam vigilantes...perante o assombroso jogo dos pérfidos

Até que um dia as constelações se alegrem...

E a espada sirva apenas para mostrar o fio de luz que a percorre...

No punho de um Apolo que ressuscite em cada um de nós.

 

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