Coração sombrio
Arrastando a asa como pássaros feridos
Fugimos pelos escuros corredores da sombria paisagem
A nossa sombra tardia já não suporta a mágoa
O nosso coração belicoso
Transformou-se num bizarro peixe azul
Nadando num aquário opaco
Onde se refugiou como uma obra prima
Deixou de querer brandir os seus desejos
E já não quer correr pelos céus rosados
Porque a mágoa é um arvoredo que o cerca
Oprime...sufoca...devora
E até os instantes emocionados
São como feridas a sangrar
São recantos sombrios
Onde aportarão os náufragos