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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Diário de um anarquista

Nunca a lei tornou um homem mais justo; é  por causa do respeito pela lei que até alguns bem-intencionados se tornam todos os dias agentes da injustiça. Comum e natural resultado do respeito indevido à lei é o espectáculo a que podemos assistir, dos desfiles militares; onde as diversas patentes todos a marcharem em ordem admirável, a caminho da guerra, contra a sua vontade, pior ainda, contra o senso comum e a consciência, o que torna árdua a marcha e faz quebrar o coração. Eles próprios sabem que estão a fazer um acto condenável; são pacíficos por natureza. Mas o que são eles afinal? Serão de facto homens? Ou são fortalezas e arsenais ambulantes, ao serviço de um homem pouco escrupuloso que se encontra no poder? É isto o que insanidade da guerra pode fazer a um homem: uma simples sombra, um resquício de humanidade, um cadáver ambulante, mas a bem dizer já enterrado sob o peso das armas que carrega, restando-lhe talvez este poema:

Não soaram tambores nem cantos fúnebres

Enquanto o enterrávamos à pressa;

Ninguém disparou salvas de tiros

Por sobre a campa onde o herói repousa.

Créditos - inspirado na Desobediência Civil de Thoreau

Versos tirados de uma ode de Charles Wolf - 1791- 1823

 

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