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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Diário de um ecologista - o supérfluo

Certamente que nenhuma nação que vivesse com simplicidade em todos os aspectos, cometeria o desatino de dar mais valor ao que se mostra do que ao que se é. É verdade que nunca houve, nem nunca haverá uma nação de filósofos, nem tão-pouco estou convicto de que tal seja desejável. Aprendi com a experiência que custaria inacreditavelmente pouco obter-se a comida necessária se o homem adoptasse uma dieta tão simples como a dos animais, e ainda assim poderia manter-se forte e saudável. É verdade que as pessoas não sentem a falta do necessário, sentem sim, a falta do supérfluo. O homem é um animal que mais do que qualquer outro, pode adaptar-se a todos os climas e circunstâncias, por isso a fome no mundo poderia ser evitada se cada um alterasse a sua dieta, e em vez de se empanturrar com carne e peixe optasse pelos vegetais. Outro caso curioso é o do sal. os índios  nunca se deram ao trabalho de o procurar, nem de o utilizar, contudo para os homens do ocidente é um dos grandes venenos que ingere e uma praga que causa a morte.

Agora falemos na casa. Temos as habitações atafulhadas com móveis e utensílios inúteis. Há até quem se endivide para comprar certo tipo de coisas que não lhe fazem falta. Na verdade quanto mais coisas possuímos, mais pobres e dependentes somos.

Créditos - inspirado em Thoreau - Walden

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