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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Dias de serenidade

Sobre a mesa do homem cai o tampo do Destino

E ele enche-se de dias

Dias de folhas verdes

E de prados quentes

Dias de serenidade

Plantada no suave olhar da chuva

E vêm todas as estações do ano

E passa por ele a desolação do frio

E passam por ele gestos de paisagem ressequida

Como seios abertos ao quotidiano das mentiras

Por todo o lado se estende o homem

Por todos os caminhos se desfaz de si

Em todas as esquinas morre um pouco do seu coração

Em todos os céus se eleva essa ave solitária

Esse pássaro cheio de si

Que voa em redondos volteios

De nuvem assustada...

 

Sobre a mesa do homem cai o riso do Destino

E ele floresce como um outono contraditório

Como uma vaga que decerto abarcará a lisura da praia

Onde finalmente se tingirá da fina côr anil da tarde

E essa onda imprevisível

Que cresce da invisível força das águas

E cresce..cresce...

Como um fogo que sobe ao pódio do inverno

Traz uma despedida

Caminha como uma deusa aberta ao frio

Abrindo as mãos ao íntimo suspirar das fontes

Que lavam a alma carente do Homem.

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