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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Dizer não ao dever! É esta a fórmula da liberdade.

 

Dizer não ao dever! É esta a fórmula da liberdade.

No mais fundo de nós reside a sede de liberdade. No mais fundo de nós há um animal que anseia libertar-se das amarras que nos prendem ao nosso insalubre dia. Muita vezes, demasiadas vezes, o dever para com os outros é uma algema que nos atira para um poço profundo, o poço da insatisfação. Vivemos o tempo que nos resta após o nascimento. O tempo que nos arrasta inexoravelmente para a cova. Como poderemos nós viver em completa liberdade esse tempo que nos foi dado, que nos caiu na vida, que não nos perdoa os erros, esse tempo infinitamente passado e infinitamente futuro, sem que nos desprendamos das coisas que achamos importantes mas que na realidade nada valem? Não há libertação nas coisas que nos amarram e que julgamos ser nossa obrigação continuar amarrados, viver é procurar ultrapassar a metafísica do dever para com os outros e para com todas as coisas.***

***Inspirado em Nietzche