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folhasdeluar

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Duas almas

Crescíamos por dentro do orvalho

Como se habitássemos um espaço sem sombras

Perante nós e as estrelas...

Facas pontiagudas cruzavam a noite

Quantas vezes desejámos ser alquimistas celestes

Quantas vezes quisemos afastar brancos fantasmas de cinza e cal

A nossa vida era um caleidoscópio de palavras erigidas em neblina e luz

E o riso escorria pela tela onde pendurámos os sonhos

Que depois bebíamos em improváveis taças

Cosidas no vidro nascido das pedras

Como se fôssemos apenas duas almas...

Juntas pela suavidade da noite....

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