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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Falta-me qualquer coisa que não sei

Falta-me qualquer coisa que não sei

Talvez uma vaga...uma manhã...uma neblina

Um sol a aquecer-me o olhar

Falta-me uma árvore onde possa descobrir as raízes dos dias.

 

Posso dizer que já vi muita coisa

E que muita coisa foi demais para a minha vista

Já vi em cada recanto do mar

Uma doçura e um fastio de algas azuis

E no desabafo das gaivotas

Uma espécie de mim.

 

Já sei que em toda a parte os poetas se sentam nas palavras

E depois calam-se...

Contemplam o rasar da luz pela tarde

Esquecendo o que está por detrás do parapeito das janelas

Mas quem quer saber o está por detrás das janelas?

Quem se importa com cortinas de chita que tapam a luz que sai das casas?

Quando um dia...

O poente acordar na cama serena do mar

Então já não será poente...será um outro tempo...a acenar...

E o poeta terá toda a vida...para entardecer...

 

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