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folhasdeluar

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Febre e sal.

Floridos silêncios. Longa germinação de primaveras. No vento...um ermo. No halo das giestas a transfiguração da terra. As memórias caminham em mim. São forcas na madrugada. São interstícios de fogo a dormitar nas horas. Longas horas. Assombros de inquietação. Imitações de clandestinas verdades. Verdades que passaram e já não vivem. São apenas dormências de um tempo aflito. Jogos de palavras. Janelas esburacadas. Cidades inundadas por furtivos planos. Planos. E mais planos. Que se finam em palmos de memória esfomeada. Como se percorresse corredores de choro. E desaguasse na intocável fragilidade da vida.

 

 

 

Atiro o meu grito nesta sufocação de azul. A cidade espera a minha breve passagem. A minha ocasional sombra. Os meus passos desalinhados. Caminho de desencontros. Passagem de sopros e de aromas. Na suspensão das flores...um rasto de paz. Fulminante paz. Que enfeitas o ar com a tua fome. E que procuras o homem que vive na dureza dos dias. Amassado em febre e sal.

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