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folhasdeluar

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Fingimentos...

Cavamos abismos. Construímos fortificações e carapaças. E às vezes nem sabemos o que guardamos dentro de nós. É longo o nosso túnel. Sabemos que a eternidade queima. E o peso do mar exerce um longo impacto na nossa banalidade. Mas não sabemos em que árvore genealógica nos penduramos. E também não sabemos como acumulamos tantas formas de sentir. Há frases fáceis. É fácil dizer que a profundidade da vida se vê na lucidez da espuma. E que sentimos que levitamos numa transparência de esplendores. É fácil dizer que a nossa força e a nossa beleza residem na busca que fazemos a furtivos sentimentos. Onde até o choro pode ser um desmantelar de sofrimentos ou um farol de prata.

 

Quero acreditar na impossibilidade da grandeza do Homem. Quero acreditar em minúsculas formas de sentir. E até digo que a totalidade de cada um de nós é um retrato que  irá desabar. Nada de nós sobrará...a não ser a nossa vertiginosa ausência. O nosso cansaço é uma imensa lombada de um livro onde todos os títulos cabem. E porque nos atrevemos a não aceitar o nosso intenso e impossível adormecer. Vestimo-nos a rigor...como quem não quer desaparecer. Sabendo ao mesmo tempo que somos o estrondo. A glória. A luz... que desperta para o fingimento de viver.

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