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folhasdeluar

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Fome de estradas.

Sobre a veia carnificada

Corre a mão que lança o sal sobre a simetria da morte

Na paisagem de pedra rodopia a madeira da memória

O coração respira por um gargalo fechado

Que se redime no galope pueril de uma queimadura

Lunares gargantas empinam-se no gelo de cada mão

O corpo é um remoinho perdido no enredo das ruas

A respiração corta a direito a largura dos precipícios

Dos olhos sai uma imagem cinematográfica

O sangue  levita no vácuo das pedras

O centro do vento afoga-se em redemoinhos de ternura

As mãos explodem

As raízes entranham-se na leveza púrpura do caos

A carne expôe-se à luz

A órbita dos incêndios expande-se

A foice corta o abismo da paisagem

As ervas ostentam uma elegância hirsuta

É o verão a dormir nos seixos dos espelhos

A respirar pelos músculos dos dias

A luzir na transparência dos aromas

Todas as coisas correm na torrente que nos cerca

As lutas...a escuridão...as aparências

A doçura profunda de uma luz

Somos a estrela solar

Que brilha...numa inesgotável fome de estradas.

 

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