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folhasdeluar

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Fornalha

As ondas riam com um som oco...

Espumas agitavam os dedos...

Tingiam o ar com riscos brancos

As nuvens ardiam como fornalhas ao entardecer...

Sentei-me na pedra abaulada do cais

A luz cruzava o ar...

Passava rente ao escuro das folhas apodrecidas...

Ecoava na nostalgia de um trompete...

Fundindo-se num presente de cores pálidas.

E lá estavas tu aconchegada...

A tua imagem parada... para lá dum tempo quieto

Mascarado nas espirais de um fogo imenso...

Ateado nos olhos de um caos enfurecido...

Ou de uma prisão trémula onde me agarrava...

Para não arder!

 

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