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folhasdeluar

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Fosse eu um vidente desenfreado...

Luzes profundas iluminam os ermos onde passamos
Lugares onde vivem as coisas...transparentes... como flores sem seiva
E onde os gritos que damos...mudos... não ecoam para além de nós
Entras em mim como uma noite esgotada...
Sou um pobre cavalgando uma onda fugaz...hesitante...como uma corda bamba...
Cansada de te ver... de olhos fechados...e de tantos equilíbrios precários
Que se abrem em breves portas... onde se abraçam mulheres e se beijam cabelos...
Tivesse eu uma voz forte...e tu estarias à janela...
Tivesse eu um riso ligeiro...e tu dançarias... com a tua meiguice encostada a mim
Fosse eu um vidente desenfreado... e rolaríamos nos campos doirados
Mas...sou um fogo silencioso...que arde...
Sem tu dares pela minha presença...

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