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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Hoje blogo eu

Não é o caso de nós, mulheres vulgares, não termos história, os homens também não, mulheres vulgares somo-lo para nosso pesar e ignoramos os mais baixos conhecimentos, o que acontece é não sabermos contar a nossa própria história; acontece o mesmo com cidades e aldeias e daí resulta que alguns são esplendorosos e rutilantes como o Paraíso Terreno, outros opacos e quebradiços como as chatas almas do purgatório, e ainda há outros anódinos e mansos como as ovelhas do matadouro que no seu doce e suplicante olhar, parecem sorrir para o magarefe; os porcos são mais dignos e morrem a estrebuchar, a sangrar e a sofrer, pois, mas também a odiar, a rosnar e a blasfemar, o ódio, o rosnar e a blasfémia devem ir sempre mais além do testemunho e mesmo da estupefacção.

- Porque é que o teu marido tinge o cabelo de côr de cíclame?

- São imaginações tuas, o meu marido anda com o cabelo limpo, apenas limpo.

Créditos - Camilo José Cela  - (adaptado) -  a Cruz de Santo André

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