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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Hoje blogo eu - Auschwitz

Agora que as cores negras da extrema-direita, quais nuvens negras pairando sobre os rebanhos do mundo, assobiam as suas árias cheias de veneno. Batendo com os cascos no empedrado da displicência. Chegam eles agora em braçadas de velhas filosofias, procurando ( até conseguindo),unir vários rebanhos com o som dos seus chocalhos. Rebanho que se alimenta das tenras folhas do esquecimento. Exibindo as antigas palavras de ódio como se fossem as da salvação. É dever de cada um não esquecer nem deixar branquear o que foi o horror do nazismo.Recordo aqui as palavras de Simon Wiesenthal que diz como as tropas SS se divertiam a avisar cinicamente os prisioneiros: " Seja como for que esta guerra acabe, a guerra contra vós vamos vencê-la; nenhum de vós ficará para dar testemunho, mas mesmo se algum escapar, o mundo não acreditará nele.Talvez haja suspeitas, discussões, investigações de historiadores, mas não haverá certezas, porque nós vamos destruir essas provas juntamente convosco. E mesmo que alguma prova ficasse, e algum de vós sobrevivesse, as pessoas diriam que os factos que vós contais são demasiado monstruosos para se poder acreditar neles".

Posto isto, e passados apenas cerca de 80 anos do fim da guerra, os arautos do novo nazismo, vêm alisar a memória do passado e ressuscitar as soturnas ideias de Hitler. É pois, nossa obrigação, não deixar esse fogo contaminar a floresta, não esqueçamos de que um fogo começa sempre pelo mato rasteiro, antes de incendiar tudo em volta. Estamos agora no ínicio da viagem ao nazismo, é preciso que o comboio pare, e que os passageiros desçam, antes que a viagem descarrile.

 

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