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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Hoje blogo eu - Deixemo-nos de dramas

Fala-se muito hoje em dia dos “pobres” jovens que têm que emigrar porque o país não lhes fornece condições económicas e de realização pessoal. Na verdade as coisas não são assim; olha-se para a juventude como se ela coitadinha não fosse independente e como se emigrar fosse um drama. O que acontece na maioria dos casos, ( e falo com conhecimento de causa familiar) os jovens licenciados optam por trabalhar no estrangeiro. Sem dramas nem tristezas; simplesmente porque acham que lá fora existem maiores possibilidades de evolução, contudo esses mesmos jovens, pensam um dia voltar a Portugal e trazer consigo esses conhecimentos. O que se traduzirá num aumento de conhecimentos e de formas de trabalhar, que irão contribuir para o desenvolvimento do país. Ninguém nos Estados Unidos, diz que um jovem que vem de Los Angeles para Nova Iorque, é emigrante, e são quase 5000 km de distância. Então porque é que um jovem português que vai, por exemplo, para Paris, que está apenas a cerca 1700 km, é um coitadinho que teve que abandonar o ninho dos pais e foi trabalhar para o estrangeiro? Também ninguém diz que alguém que vem dos Açores ou da Madeira para o Continente e vice-versa é um emigrante. Para que serve afinal o espaço Schengen ? Não é para que os cidadãos europeus se desloquem livremente pelos países que fazem parte dele? Acho que é tempo de abrirmos a mente, a Europa é um espaço quase totalmente livre, a exemplo dos EUA, por isso um português que vai trabalhar para qualquer país europeu não é um emigrante é alguém que opta por outro país, onde vai ganhar um melhor vencimento, e nada mais que isso. Esta coisa de que os nossos meninos têm que ser apoiados e não podem sair debaixo das asas dos pais é um conceito ultrapassado.Conheço jovens que fazem despedidas de solteiro, na Hungria, Itália, Holanda,etc,.Hoje a mobilidade é um dado adquirido, o mesmo acontece com a mobilidade laboral na U.E.

 

Só para desmitificar o facto de que não existem oportunidades em Portugal, digo que conheço uma grande empresa portuguesa que só recruta pessoas licenciadas e que tem grandes dificuldades em arranjar jovens portugueses para trabalhar, tendo por isso em várias situações que recorrer a mão-de-obra brasileira, ao nível de técnicos e de engenheiros.

 

Deixemo-nos pois de dramas e de superprotecção parental e abramos os olhos para a nova realidade europeia e mundial no mundo do trabalho.

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