Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

Hoje blogo eu - O que são os sonhos?

Os sonhos não são mais que a realização de desejos e não apenas por causa da contradição oferecida pelos sonhos de angústia. Quando a análise revelou que por trás dos sonhos jaziam ocultos um significado e um valor psíquico, achávamo-nos, sem dúvida, inteiramente impreparados para descobrir que esse significado era de carácter uniforme. De acordo com a precisa mas insuficiente definição de Aristóteles, um sonho é o pensamento que persiste (enquanto nos achamos adormecidos) no estado de sono. O nosso pensamento diurno produz actos psíquicos das mais variadas espécies - juízos, negações, expectativas, intenções, etc. - porque deveria ser ele durante a noite, obrigado restringir-se apenas à produção de desejos? Existem, pelo contrário, numerosos sonhos que nos mostram actos psíquicos de outros tipos - preocupações, por exemplo - transformados em forma de sonho. Podemos dividir os sonhos em dois grupos. Um é a realização de desejos e outros que o não são. Podemos perguntar donde se originam os desejos que se realizam nos sonhos. Os sonhos são o contraste entre a vida conscientemente percebida do dia e uma actividade psíquica que permaneceu inconsciente e da qual só nos damos conta à noite. Há três origens possíveis para os sonhos:

1 - Ele pode ter sido despertado durante o dia e, por motivos externos não ter sido satisfeito; neste caso, um desejo reconhecido que não foi atendido foi deixado para a noite.

2 - Ele pode ter sido despertado durante o dia e, sido repudiado; neste caso, o que restou é um desejo que não foi atendido, mas suprimido.

3 - Ele pode não ter qualquer conexão com a vida diurna e ser um daqueles desejos que sómente emergem da parte suprimida da mente e se tornam activos em nós à noite.

Por fim, essa parte suprimida da mente é onde estão acumuladas todas as  emoções, todos os sentimentos, ou seja, tudo o contribui para nos influenciar, desde leituras, espectáculos, emoções amorosas, raiva, angústia, amor, etc., e que se libertam na forma de sonhos. O inconsciente, quer queiramos ou não tem vida própria, e é nos sonhos que o podemos observar.

Créditos - baseado em Freud

6 comentários

Comentar post