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folhasdeluar

Poesia

folhasdeluar

Poesia

Horas estranhas

Horas estranhas... corredores infindáveis

Transporto qualquer coisa delirante

Um restolho que rói a alma...uma distância

Os pássaros explodem na voz do vento

Irrompem pelas dunas geométricas...vagarosos

Das alturas caem avisos

Répteis escondem-se na incandescência dos caminhos

Teias indecisas escorrem pelas árvores

Quebram-se de encontro aos troncos sólidos

Como feridas na boca

Destinos que procuram a luz

A loucura ofende...a explosão cega

Na distância os sentimentos encimam rostos pálidos

Mãos rugosas acendem fósforos

A solidão irrompe por todas as águas

Espelha-se nos corpos

No vento eclodem tempestades

Há qualquer coisa na alma que fende os dias

Que domina as monções...as mãos dão-se

E na angústia dos pássaros desmorona-se o amor

Alastrando como misteriosas nuvens

Explodem barcos nos portos

A viagem é insuspeita

Todos os amores dão à costa

Das bocas indecisas escorrem olhares húmidos

Doces tempestades de desejos

Monstros solares que se atravessam no domínio da loucura

É o amor súbito

Veneza está mesmo ali..as flores estão ali

Semeadas por mãos dormentes...morrem de desejos

A última loucura dos peixes

Diz-me que da saliva nascem cidades

Que no amor crescem desertos

Palmeiras desmoronadas...escaravelhos vermelhos

todas as coisas vivem nas feridas

Os leitos esperam

Que as aves irrompam numa dança solene

Que a minha mão tatue o teu corpo

E que as sílabas se incendeiem na voz

Como uma cega haste que se desfaz em cinza...

Sigo no rasto de uma solidão incendiada..vaga

Desfeita num espelho de flores !

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