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folhasdeluar

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Impurezas...

Em vão persigo a indiferença. Prefiro a morte a dizer que não amei todas as coisas. Movo-me por dentro de um tempo estático. As barreiras que se erguem são baluartes cuja finalidade é esconder a certeza dos dias. Pouco sei de faróis ou de gentes descarnadas. Faço a barba e escondo a face. Não posso dizer que sou mais que eu. Não posso afirmar que não me perdi. Nem posso esquecer este caloroso abraço do dia. Arrepia-me a desocupação das horas. Basta-me um parapeito e tenho toda a morte e toda a vida à minha espera. Não me canso nem me ergo contra mim. Nem contra nada. Tenho a devoção de um monge e a paciência do movimento intemporal das coisas. Quem me dera...pelo menos uma vez representar outro papel. Cair numa cilada...talvez. Ou desabafar como um ser que não quer ser mais nada que um Ser. Tenho os meus arredores. Vivo no preciso momento em que me dou. Tenho as dores dos marinheiros. E vogo...numa garrafa de vinho. O mar aperta-me a garganta. E não é preciso grande coisa para me ausentar do que me sufoca. Afinal...tenho a majestade de um rubi. E não sinto a vergonha dos... impuros.

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