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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Jamais amarei a face superficial dos lagos...

 


Sei perfeitamente que à beira-mar há homens felizes...sei porque escuto os olhares


Sei porque cruzo esses templos de mistério onde as ilhas se formam...e os dedos se embriagam


Sei porque nos rostos onde a palidez se instala...as noites se dilaceram em interrogações


Que luzes esvoaçam na tempestade melancólica dos dedos?


Que mãos duras derrubam sinais-memórias que dormem sob sinistros tectos?


Sei onde posso encontrar a ilha perdida..o remanso escondido do sangue...


A imobilidade da tempestade...entrelaçada no corpo solitários das águas...


Conheço as unhas que arranham a imobilidade de uma alma inalcansável


Tenho sobre mim todas as tempestades...todos os sismos...possuo a felicidade dos insectos


Mas mesmo que atravesse todas as memória...mesmo a que luz atinja a minha velocidade


Jamais amarei a face superficial dos lagos...a limpidez da sua resplandecência...


Porque eu fujo como se fosse a divisão de um tempo infinito...