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folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

folhasdeluar

A minha poesia, é a minha incompreensão das coisas.

Lá vem a adoração da luz esfomeada

Temerosos dos vagidos incandescentes da razão
Dizemos palavras mortas à porta da cidade oscilante
E bradamos essas palavras às raízes magoadas
Como se fôssemos condenados a seguir espectros que gritam:
Eis os crepúsculos ancorados na miséria
Eis os nus desenrolados nos cobertores
Eis os suspiros das sombras negadas...comungadas...excomungadas
Eis o Divino a comer as almas...como uma estátua seca...
Lá vem a adoração da luz esfomeada
Lá vem a vida íntima dos Santos
Lá vem a cruz cambaleante com a carne pendurada....ácida
Oh que terrível tragédia nos assedia a sombra
Ah que terrível ser reflecte a luz abissal do coração
Essa luz que nos pinta a carne e a entrega tingida de vermelho
Aos dias cheios de esqueletos virtuosos mas condenados
Como se fossem moedas falsas...
Mas nós que pedimos luz...mais luz...chamuscante e solitária
Luz que inunde toda a nossa superfície solar da alma
Luz que nos pouse na lápide..alumiando o nosso nome
Luz ignorante...incompreensível...dramática
Luz gemente...triturante...fornicadora...
Luz  risonha...que todos os dias assista à nossa tragédia!