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folhasdeluar

Poesia e cenas do dia-a-dia

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Poesia e cenas do dia-a-dia

Lembranças

Ainda consigo lembrar-me da paixão que sentia

Quando o mar me desanuviava a cegueira

Ainda me recordo da voz que ecoava

Na rubra maresia da tarde.

Havia chamas imensas

Insaciáveis apelos ao corpo

Feridas que a luz distraída alumiava

Havia a fome de uma ânsia gretada pelo orvalho

Excessiva ânsia que tremeluzia

Por dentro da ferida que alimentava o coração

Já não sei onde estão os séculos

E o esplendoroso tempo das poeiras

Já não sei mesmo se a penumbra

É uma chama que grita por silêncio

Já só quero chegar ao ponto mais profundo de mim

Atingir aquele vórtice que a poeira dos dias alumia

E ali deixar o meu corpo perder-se

Permanecer imóvel perante o mar

E sonhar ser o olho e o voo intrépido da águia.

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