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folhasdeluar

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Luz...

Temerosos dos vagidos incandescentes da razão

Dizemos palavras mortas à porta da cidade oscilante

E bradamos essas palavras às raízes magoadas

Como se fôssemos condenados a seguir espectros que gritam:

Eis os crepúsculos ancorados na miséria

Eis os nus desenrolados nos cobertores

Eis os suspiros das sombras negadas...comungadas...excomungadas

Eis o Divino a comer as almas...como uma estátua seca...

Lá vem a adoração da luz esfomeada

Lá vem a vida íntima dos Santos

Lá vem a cruz cambaleante com a carne pendurada....ácida

Oh que terrível tragédia nos assedia a sombra

Ah que terrível ser reflete a luz abissal do coração

Essa luz que nos pinta a carne e a entrega tingida de vermelho

Aos dias cheios de esqueletos virtuosos mas condenados

Como se fossem moedas falsas...

Mas nós que pedimos luz...mais luz...chamuscante e solitária

Luz que inunde toda a nossa superfície solar da alma

Luz que nos pouse na lápide..alumiando o nosso nome

Luz ignorante...incompreensível...dramática

Luz gemente...triturante...fornicadora...

Luz risonha... que todos os dias assiste à nossa tragédia!

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